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Animais de rua são microchipados e disponibilizados para adoção em Aparecida de Goiânia

Cachorro para adoção (à esquerda); coordenadora de projeto com cão microchipado (à direita) Arquivo pessoal/ Pollyana Borges Cães e gatos que vivem nas ru...

Animais de rua são microchipados e disponibilizados para adoção em Aparecida de Goiânia
Animais de rua são microchipados e disponibilizados para adoção em Aparecida de Goiânia (Foto: Reprodução)

Cachorro para adoção (à esquerda); coordenadora de projeto com cão microchipado (à direita) Arquivo pessoal/ Pollyana Borges Cães e gatos que vivem nas ruas de Aparecida de Goiânia estão sendo resgatados, castrados, vacinados e identificados por meio de microchip e coleiras refletivas dentro de um programa da prefeitura que busca controlar a população animal e incentivar a adoção responsável. Desde a criação da iniciativa, mais de 4,6 mil animais já passaram pelo programa, sendo que cerca de 500 foram adotados. A ação faz parte do Programa de Atenção e Tratamento Animal (PATA), política pública do município voltada ao cuidado com animais abandonados ou comunitários, ou seja, aqueles que vivem em espaços públicos ou são alimentados por moradores, mas não têm um tutor definido. A iniciativa tem como um dos principais objetivos reduzir o abandono e controlar a população de animais nas ruas de forma permanente. Em entrevista ao g1, a secretária municipal de Meio Ambiente, Pollyana Borges, explica que o trabalho começa com a busca ativa desses animais em locais como unidades de saúde, órgãos públicos e ruas da cidade. “A equipe vai até o local, busca esse animal, leva para o nosso Centro de Recuperação, faz exame pré-operatório, e, se não tiver apto, a gente faz o tratamento dele. Ele estando apto, nós realizamos a castração, microchipamos, vacinamos, vermifugamos e depois disponibilizamos para adoção”, explicou Pollyana. Como funciona o processo Após o resgate, os animais são levados ao Centro de Recuperação do PATA, inaugurado em março deste ano. O local conta com estrutura para garantir o pré e pós-operatório dos procedimentos. Na unidade, eles passam por avaliação clínica, tratamento (quando necessário) e só depois seguem para a castração. De acordo com Pollyana, o tempo de permanência varia conforme o estado de saúde. Animais saudáveis podem ficar cerca de 10 dias, enquanto outros permanecem por períodos maiores até a recuperação completa. Segundo ela, o cuidado impacta diretamente no comportamento dos bichos, que muitas vezes chegam assustados e apresentam melhora significativa após o período de acolhimento. “Animais que chegam para a gente, às vezes, medrosos, vão se transformando em outro animal”, diz a secretária. Vídeos em alta no g1 Depois de castrados, os animais são microchipados, vacinados e recebem uma coleira refletiva, que ajuda a prevenir acidentes caso esses animais estejam nas ruas. O acessório também conta com uma mensagem incentivando a adoção e um QR Code que direciona para o WhatsApp do programa, facilitando o contato de interessados. Segundo ela, a coleira ajuda a reduzir acidentes, principalmente à noite, além de incentivar a adoção para quem encontra o animal nas ruas. Adoção e retorno ao local de origem Os cães e gatos atendidos são disponibilizados para adoção por meio do site do programa e em feiras realizadas a cada 15 dias em parceria com os shoppings Buriti e Aparecida Shopping. Caso não sejam adotados, por conta do número de vagas disponíveis nos abrigos construídos pelo programa, eles são devolvidos ao local onde foram encontrados, já castrados, identificados e prontos para a adoção. LEIA TAMBÉM VÍDEO: Menino viaja 400 km com gato escondido em cobertor EXPLOSÃO DE FOFURA: Cachorro ‘obedece’ ao distanciamento social em fila de alunos na entrada de escola VEJA: Família impressiona ao se mudar para Goiânia com dez cachorros e peixes dentro de carro A estratégia, segundo Pollyana Borges, busca equilibrar o bem-estar dos animais com o controle populacional. Ela explicou que, ao interromper a reprodução, o município consegue reduzir gradualmente o número de animais nas ruas e, consequentemente, o número de animais fora de segurança. Política pública e expansão Segundo a secretária, o Centro de Recuperação é voltado exclusivamente para animais comunitários, enquanto o Centro de Castração do programa também atende gratuitamente tutores inscritos no Cadastro Único, além de ONGs e protetores independentes que precisam de castrações gratuitas para seus pets. Segundo a prefeitura, toda a estrutura do projeto é mantida com recursos próprios do município, além de verbas provenientes de multas ambientais e apoio institucional. A estrutura do programa também conta com apoio de detentos, em parceria com a Polícia Penal, que participam da construção de casinhas destinadas aos animais atendidos. As estruturas são utilizadas tanto para cães e gatos em recuperação quanto para os comunitários, que vivem em espaços públicos. Detentos constroem casa para animais comunitários em Aparecida de Goiânia Divulgação/Projeto Pata A secretária destacou que o programa foi pensado para ir além de ações pontuais. Segundo ela, a iniciativa busca consolidar uma política pública permanente, com foco não só na castração, mas também na conscientização da população sobre guarda responsável. Pollyana afirmou ainda que a proposta surgiu da necessidade de enfrentar o abandono animal na cidade de forma estruturada. Para ela, o diferencial está na integração entre todas as etapas: do resgate à adoção. “Os animais saem daqui prontos para uma nova oportunidade”, afirmou a secretária.