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Ex-mulher relata 27 anos de agressões e ameaças em depoimento sobre morte de servidor do Liceu Cuiabano

Em depoimento, a ex-mulher contou que tentou se separar diversas vezes ao longo dos anos. A ex-mulher de Valdivino Almeida Fidelis, de 58 anos, relatou à Polí...

Ex-mulher relata 27 anos de agressões e ameaças em depoimento sobre morte de servidor do Liceu Cuiabano
Ex-mulher relata 27 anos de agressões e ameaças em depoimento sobre morte de servidor do Liceu Cuiabano (Foto: Reprodução)

Em depoimento, a ex-mulher contou que tentou se separar diversas vezes ao longo dos anos. A ex-mulher de Valdivino Almeida Fidelis, de 58 anos, relatou à Polícia Civil ter vivido 27 anos de agressões físicas, ameaças de morte, adultérios e comportamento possessivo durante o relacionamento com o servidor da Escola Estadual Liceu Cuiabano, morto em uma ação da Polícia Militar, em Cuiabá. As informações foram divulgadas pelo delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo o delegado, tanto a ex-esposa quanto a enteada de Valdivino prestaram depoimento bastante emocionadas. De acordo com o relato da mulher, Valdivino mantinha uma imagem diferente fora de casa. “Ela deixou claro que, no mundo lá fora, ele era uma excelente pessoa, mas as pessoas não imaginavam o que ele fazia dentro de casa”, afirmou o delegado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Ainda conforme o depoimento, a ex-mulher contou que tentou se separar diversas vezes ao longo dos anos, mas não conseguia. Segundo ela, Valdivino era ciumento e possessivo. O caso aconteceu na segunda-feira (11), no bairro Goiabeiras, em Cuiabá. A Polícia Militar foi acionada após denúncia de que a enteada estaria sendo mantida em cárcere privado. Em entrevista anterior, o delegado Bruno Abreu afirmou que testemunhas disseram que Valdivino não apontou uma arma para a cabeça da jovem antes de ser baleado, diferentemente da versão apresentada inicialmente pela PM. Segundo os depoimentos, Valdivino abriu a porta da residência segurando um celular em uma das mãos e uma chave na outra, enquanto liberava a saída da adolescente. A arma, conforme as testemunhas, estaria guardada na cintura, por dentro da camisa. “A arma dele estava na cintura, por dentro da camisa. Já fazia uns 10 segundos que ele havia colocado lá. Em uma mão, ele estava com o celular; na outra, a chave para abrir a porta”, disse o delegado. A investigação também apura se houve alteração na cena da morte e busca esclarecer a conduta dos policiais militares envolvidos na ocorrência, que ainda devem ser ouvidos. Inicialmente, a Polícia Militar informou que os agentes entraram no imóvel após ouvirem pedidos de socorro e que Valdivino teria apontado uma arma em direção à vítima e aos policiais. A corporação afirma que a ação ocorreu para preservar a vida da adolescente. O caso segue sob investigação da DHPP. LEIA MAIS: O que se sabe e o que falta esclarecer sobre morte de servidor pela PM após denúncia de cárcere privado em Cuiabá O que dizem ex-mulher e enteada de servidor morto pela PM em Cuiabá; vídeo Servidor de escola tradicional morto em ação da PM em MT levou seis tiros; cerca de 30 policiais foram ao local Entenda o caso PM alega que servidor morto em Cuiabá apontou arma para os policiais Segundo a PM, equipes foram acionadas após uma denúncia de que a ex-enteada de Valdivino estaria dentro da casa do servidor. Ainda conforme a polícia, ele estaria armado, ameaçando tirar a própria vida e a motivação seria o fim do relacionamento dele com a ex-companheira. Um vídeo gravado dentro da casa, mostra o servidor com uma arma na mão, afirmando que morreria naquele dia e desabafando com a menina (assista acima). De acordo com a polícia, ao chegarem ao local, os agentes ouviram pedidos de socorro vindos do interior do imóvel. Diante da situação e da informação de que havia uma arma de fogo na casa, a "equipe decidiu entrar para preservar a integridade da vítima". A PM informou ainda que, após pularem o muro e realizarem buscas no quintal, os policiais visualizaram, através de uma janela, Valdivino apontando a arma para a cabeça da vítima. A família do servidor, no entanto, nega a versão apresentada pela polícia. Em nota, a Escola Estadual Liceu Cuiabano lamentou a morte do servidor e informou que não haverá aulas nesta terça-feira (12). A unidade destacou ainda que Valdivino era conhecido pelo apelido de “Pai” e costumava chamar os estudantes de “filhos” e “filhas”. Valdivino Almeida Fidelis, de 58 anos, trabalhava na Escola Estadual Liceu Cuiabano Reprodução/Redes sociais