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Fraudes milionárias contra a Caixa: veja quem são os presos da região de Piracicaba

PF cumpre mandados para desarticular quadrilha suspeita de fraudes bancárias contra Caixa Dois moradores de Limeira (SP) foram presos na operação “Fallax...

Fraudes milionárias contra a Caixa: veja quem são os presos da região de Piracicaba
Fraudes milionárias contra a Caixa: veja quem são os presos da região de Piracicaba (Foto: Reprodução)

PF cumpre mandados para desarticular quadrilha suspeita de fraudes bancárias contra Caixa Dois moradores de Limeira (SP) foram presos na operação “Fallax”, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (25) para desarticular um esquema nacional de fraudes bancárias milionárias contra a Caixa Econômica Federal. São eles: Paulo Junior Ferraz, de 41 anos, detido em sua casa, no bairro Fazenda Itapema; e Sarah Tais Barbosa, 36, moradora do Jardim Colina Verde. Na região de Campinas (SP), houve uma prisão em Americana. O alvo é Rivaldo José de Oliveira Zumbaio, de 53 anos, que foi preso em seu apartamento, no Jardim Ipiranga. O trio passou por audiência de custódia no período da tarde, na 2ª Vara Federal de Piracicaba, que homologou o cumprimento dos mandados de prisão pelo crime de estelionato. A PF não informou qual seria o papel de cada um no esquema. O g1 não conseguiu contato com as respectivas defesas. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Paulo e Rivaldo foram presos pelo 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), por volta das 6h. Na residência de Paulo, foram apreendidos dois celulares e três máquinas de cartão de crédito, segundo a corporação. Com Rivaldo, a equipe apreendeu um notebook e um celular. Ao todo, 14 pessoas foram presas na operação, com mandados cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para esconder a origem de recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos em sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Depois, os valores eram convertidos em bens de alto valor e criptoativos, dificultando o rastreamento. As fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões. Outros alvos Máquinas de cartão foram apreendidas em Limeira Polícia Militar de Piracicaba/ Reprodução O principal alvo é Thiago Branco de Azevedo, de 41 anos, morador de Americana. O suspeito, conhecido como Ralado, não foi encontrado em sua casa, no condomínio Terras do Imperador, e está foragido. Segundo o delegado da PF em Piracicaba, Henrique Souza Guimarães, ele fazia toda a “orquestração” do esquema. Rafael de Gois, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor, também é um dos alvos da ‘Operação Fallax’. Segundo a polícia, a investigação teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão. O que dizem os citados A defesa de Rafael de Gois afirmou que vai prestar esclarecimentos necessários às autoridades assim que tiver acesso ao conteúdo da investigação. Em nota, a Caixa comunicou que "atua permanentemente em cooperação com os órgãos de segurança pública e de controle, especialmente a Polícia Federal, no combate a fraudes bancárias, estelionatos e crimes de lavagem de dinheiro". "A Caixa reitera que possui políticas rigorosas de prevenção e combate a fraudes, lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, alinhadas às melhores práticas de mercado, à legislação vigente e às normas dos órgãos reguladores. Sempre que identificadas movimentações atípicas ou evidências de irregularidades, os casos são imediatamente reportados aos órgãos competentes, colaborando de forma ativa com as investigações", acrescentou. A instituição também ressaltou que mantém "compromisso com a integridade, a transparência e a proteção do patrimônio público, bem como com a pronta adoção de todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para responsabilização dos envolvidos e ressarcimento de eventuais prejuízos, quando aplicável". Sobre as investigações, a Caixa disse respeitar o sigilo do processo. VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba